Uma das áreas mais difíceis de recrutar, a mecânica, desponta entre as áreas que mais demandam por profissionais

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No primeiro trimestre de 2025, cerca de 654 mil empregos foram gerados no País, envolvendo vários segmentos da economia brasileira. Entre as áreas que estão em alta e necessitam por mão de obra qualificada, a mecânica automotiva se apresenta como rentável, sustentável e uma oportunidade para empreender o próprio negócio

Levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, com ex-alunos, entre 2021 e 2023, revelou os dez cursos com índice superior a 90% em empregabilidade até um ano após a formação. A mecânica aparece com 96,5%, seguida pelo setor de alimentos 95,2%. Já a mecânica de manutenção é citada com 94,7; refrigeração e climatização 94,5%, eletromecânica 94,4%, automação industrial 93,2%, fabricação mecânica 93%, eletrotécnica 92,7%, soldagem 91,3% e manutenção de máquinas industriais com 90,6%. 

“Trabalho de suma importância dentro do contexto do desenvolvimento urbano e da mobilidade, a carência de mão de obra especializada é ainda um gargalo para o mercado automotivo, ainda mais considerando que o setor de reparação é um dos que mais investe e importa muita inovação tecnológica. Eu que atuo há mais de 30 anos nesse segmento, lá atrás, já percebia um mercado pujante, mas em contraste com a realidade. É uma das profissões mais difíceis de serem preenchidas”, diz Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico, negócio de impacto social que forma, gera e emprega profissionais para o mercado automotivo.

Movida também pela crescente busca pelos cursos técnicos – que sem dúvida facilitam e entrada no mercado de trabalho –, a escola, com sede em Campinas, no interior de São Paulo, criou um app para conectar alunos formados e a indústria automotiva, o “Emprega Mecânico”, com o objetivo de gerar empregabilidade e, assim, ajudar a equacionar o gap do mercado, ou seja, de um lado muitas oportunidades de emprego e, do outro, pouca mão obra qualificada para preenchê-las. 

Os dados confirmam isso. De abril de 2018 até a abril de 2025, a plataforma já cadastrou mais de 80.485 profissionais, cerca de 11.904 empresas parceiras, 19.264 mil oportunidades de trabalho já foram divulgadas e 224.129 candidaturas registradas.

Por fim, a executiva observa um movimento interessante, que é o aumento das mulheres matriculadas nos cursos profissionalizantes. Ela relembra que demorou cerca de três anos para que acontecesse a primeira matrícula de uma mulher. “Hoje, quase uma década depois, elas representam 10% dos 14 mil alunos matriculados e creio que esse número aumentará ainda mais nos próximos anos”, pontua.

Das 50 unidades franqueadas que a escola tem em todo País, 52% são geridas por mulheres. Em 2024, a Escola do Mecânico faturou R$ 70 milhões, com previsão de crescer 25% neste ano.

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