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Nissan amplia investimentos e produção no Brasil apesar de corte global

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Durante visita ao Brasil para o lançamento do novo Kicks, o chairman da Nissan Américas, Christian Meunier, conversou com jornalistas em Mogi das Cruzes, SP, destacando o bom desempenho das operações no Brasil e no México, em contraste com a recuperação em curso na América do Norte. Ele afirmou que, apesar do plano Re:Nissan, que visa reduzir custos globalmente, os projetos brasileiros estão mantidos, com um investimento de R$ 2,8 bilhões voltado para novos produtos, expansão de capacidade e aumento de pessoal.

No evento, o presidente da Nissan América Latina, Guy Rodriguez, anunciou que a fábrica de Resende, RJ, terá sua produção elevada em 33%, passando de 24 para 32 unidades por hora até abril de 2026, fim do ano fiscal. Essa ampliação inclui o novo Kicks, já em linha, e um SUV ainda sem data de estreia confirmada. Nos EUA, Meunier revelou que os cortes deste ano somam US$ 2 bilhões, divididos entre custos fixos e variáveis, sem detalhes por região.

Na América do Sul, a empresa planeja fechar a fábrica na Argentina e já encerrou o escritório no Rio de Janeiro, transferindo o pessoal para Resende ou São Paulo. Diferente do plano global de redução de 11 mil empregos, no Brasil a Nissan está contratando 400 novos funcionários, elevando o total em Resende para cerca de 2,7 mil.

Uma meta regional é aumentar as vendas, com o objetivo de alcançar 100 mil emplacamentos no Brasil em 2025, contra 87 mil em 2024, quando a produção era limitada ao Kicks Play. A Nissan vende mais de 1,4 milhão de veículos nas Américas, 45% de seu volume global, com maior faturamento devido a modelos de maior valor.

Meunier, que liderou a Nissan no Brasil entre 2010 e 2012 e supervisionou a construção da fábrica de Resende, demonstrou afeto pelo mercado local, prevendo que o novo Kicks elevará o setor a um novo patamar. Ele também descartou impactos no Brasil das tarifas impostas por Donald Trump nos EUA, afirmando que o México mantém margens positivas apesar delas, enquanto nos EUA adota uma estratégia agressiva de vendas.

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