Nissan aposta no Brasil para superar crise global

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A Nissan enfrenta o momento mais desafiador de sua história, com resultados abaixo do esperado em mercados-chave levando a uma profunda crise. Apesar disso, o Brasil surge como um pilar de esperança na reestruturação global da montadora, conforme destacou Christian Meunier, chairman da Nissan nas Américas. Em entrevista durante o lançamento do novo Kicks, ele afirmou que o Brasil é uma grande oportunidade, com desempenho sólido no país, liderança consolidada no México e sinais de recuperação na América do Norte.

Para se adequar à sua nova realidade, a Nissan planeja cortes expressivos, mirando a redução de US$ 1 bilhão em custos fixos e US$ 1 bilhão em custos variáveis no ano fiscal iniciado em março de 2025. Na divisão Américas, responsável por 45% das vendas globais, medidas como o fim da produção da Frontier na Argentina e o fechamento do escritório no Rio de Janeiro já foram implementadas.

Investimentos no Brasil

O Brasil permanece central nos planos da Nissan, com um investimento de R$ 2,8 bilhões até o fim do ano fiscal de 2026. Parte desse montante modernizou a fábrica de Resende (RJ), que ganhou 98 robôs e 400 novos funcionários, elevando a produção diária de 24 para 32 veículos. O aporte também viabiliza a fabricação de um novo SUV, que substituirá o Kicks Play (primeira geração do modelo, agora de entrada) e será exportado para 20 países. Guy Rodriguez, presidente da Nissan América Latina, confirmou que o plano de expansão será concluído com a chegada desse modelo, prevista para antes de março de 2026.

Resiliência frente a tarifas

Meunier, que liderou as operações da Nissan no Brasil entre 2010 e 2012 antes de comandar a Jeep, minimizou os impactos das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Com experiência em lidar com barreiras comerciais no Brasil, ele garantiu que o México, onde a Nissan é líder de mercado, manterá sua capacidade produtiva. Modelos de entrada como Versa e Sentra, produzidos no país, asseguram margens de lucro mesmo com tarifas elevadas. O executivo também enfatizou que o Brasil não será afetado por essas mudanças.

Parcerias no horizonte

Embora a tentativa de fusão com a Honda não tenha prosperado, Meunier revelou que a Nissan continua aberta a colaborações. A empresa explora parcerias para compartilhar plataformas, tecnologias e produtos, buscando maior eficiência em um cenário competitivo.

Com o Brasil como peça-chave em sua estratégia, a Nissan combina investimentos robustos, reestruturação global e resiliência às pressões externas para pavimentar o caminho rumo à recuperação e ao crescimento sustentável.

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