A China introduziu novas regras para fortalecer as pequenas e médias empresas (PME) do setor de autopeças, garantindo maior segurança financeira e combatendo práticas desleais na cadeia automotiva. A regulamentação estabelece prazos mais curtos para pagamentos, oferecendo previsibilidade e alívio às fornecedoras de menor porte.
Agora, contratos entre montadoras e fornecedores devem limitar os pagamentos às PMEs a no máximo 60 dias após a entrega dos produtos, reduzindo significativamente os prazos que antes chegavam a 120 dias. Grandes marcas, como BYD, Geely, GWM e Xpeng, decidiram adotar o limite de 60 dias para todos os fornecedores, independentemente de seu tamanho. O não cumprimento das regras pode resultar em penalidades administrativas e inclusão em uma lista nacional de empresas com práticas comerciais irregulares.
As mudanças atendem a demandas de associações de pequenos fabricantes, que há anos denunciam atrasos nos pagamentos, contratos desequilibrados e dependência econômica de grandes montadoras. Representando cerca de 70% das empresas na cadeia de autopeças chinesa, as PMEs enfrentam desafios para manter o fluxo de caixa diante de ciclos de pagamento prolongados. Com a nova regulamentação, o governo busca equilibrar a relação comercial e promover maior estabilidade para o setor.
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