Stellantis divulga os principais resultados preliminares e não auditados do primeiro semestre de 2025

13 minutos de leitura
  • Estimativa de entregas consolidadas globais no segundo trimestre de 2025: 1,4 milhão de unidades, queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior

A Stellantis N.V. divulgou hoje algumas informações financeiras preliminares e não auditadas referentes ao primeiro semestre de 2025, além de estimativas trimestrais entregas globais consolidadas e comentários sobre as tendências relacionadas.

Na ausência de projeções financeiras, suspensas pela Companhia em 30 de abril de 2025, as previsões consensuais dos analistas financeiros atualmente constituem a principal métrica para as expectativas do mercado. A divulgação dos seguintes dados financeiros preliminares referentes ao primeiro semestre de 2025 tem como objetivo abordar a diferença entre essas previsões de consensuais dos analistas e o desempenho da empresa para o período.

Informações financeiras preliminares relativas ao primeiro semestre de 2025(2):

Indicador1° semestre de 2025
Estimativa (€ Bilhão)
Receita líquida€ 74,3
Prejuízo líquido(€ 2,3)
Resultado operacional ajustado(3)€ 0,5
Fluxos de caixa das atividades operacionais(€ 2,3)
Fluxos de caixa livres industriais(4)(€ 3,0)

Os seguintes fatores tiveram impacto significativo nos resultados do primeiro semestre de 2025:

  • A fase inicial das ações em andamento para melhorar o desempenho e a rentabilidade, com expectativa de que os novos produtos tragam benefícios mais expressivos no segundo semestre de 2025;
  • Aproximadamente € 3,3 bilhões em encargos líquidos antes dos impostos, relacionados principalmente a custos de cancelamento de programas e perdas por redução ao valor recuperável de plataformas, impacto líquido da recente legislação que eliminou a penalidade da norma CAFE, e reestruturações — itens que são excluídos do Lucro Operacional Ajustado (AOI) (3), conforme a definição adotada pela Companhia;
  • Impactos adversos no Lucro Operacional Ajustado decorrente de custos industriais mais elevados, fatores geográficos e outros, além de variações nas taxas de câmbio;
  • Os primeiros efeitos das tarifas dos EUA – € 0,3 bilhão de tarifas líquidas incorridas, além da perda de produção planejada relacionada à implementação do plano de resposta da companhia.

Os resultados financeiros do primeiro semestre de 2025 serão divulgados conforme o programado, em 29 de julho de 2025 e uma teleconferência será realizada na mesma data com a participação do CEO Antonio Filosa e do CFO Doug Ostermann.

Volumes globais consolidados de entregas no segundo trimestre de 2025:

A Stellantis também divulga hoje suas estimativas de entregas consolidadas. O termo “entregas” refere-se ao volume de veículos entregues a concessionárias, distribuidores ou diretamente pela companhia aos clientes de varejo e frotistas, o que impulsiona o reconhecimento de receita.

As entregas consolidadas no trimestre encerrado em 30 de junho de 2025 foram estimadas em 1,4 milhão de unidades, representando uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado reflete as paralisações na produção na América do Norte no início do trimestre, em razão das tarifas, além de impactos ainda negativos — embora reduzidos — da transição de produtos na Europa Ampliada, onde diversos modelos importantes estão em fase de aceleração após lançamentos recentes ou aguardando o início da produção programado para o segundo semestre de 2025.

Consulte a página 4 para obter uma explicação dos itens mencionados nesta página

  • Na América do Norte, as entregas no segundo trimestre registraram uma queda de aproximadamente 109 mil unidades em comparação com o mesmo período de 2024, representando uma redução de 25% na comparação anual. Essa queda se deve a fatores como a redução da fabricação e nas entregas de veículos importados, os mais impactados pelas tarifas, e a redução nas vendas para o canal de frotas. As vendas totais caíram 10% em relação ao ano anterior, com as vendas no varejo dos EUA permanecendo relativamente estáveis. As duas maiores marcas da região, Jeep® e Ram, apresentaram, juntas, um crescimento de 13% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior.  
  • As entregas do segundo trimestre da Europa Ampliada caíram cerca de 50 mil unidades, representando uma redução de 6% na comparação anual, devido principalmente a fatores relacionados à transição de produtos.  Os veículos do segmento B da Plataforma “Smart Car”, lançados recentemente, continuam em processo de aceleração até atingirem sua pela capacidade de produção. As comparações com o ano anterior também foram impactadas pela interrupção temporária do Fiat 500 com motor a combustão interna (ICE), enquanto se aguarda a chegada de sua versão mild-hybrid. As entregas dos quatro modelos Smart Car (Citroën C3 e C3 Aircross, Opel/Vauxhall Frontera e Fiat Grande Panda) aumentaram 45% em relação ao trimestre anterior, o que representa um acréscimo de 25 mil unidades no segundo trimestre de 2025 em comparação ao primeiro trimestre.
  • Em outras regiões da Stellantis, as entregas cresceram, no total, 71 mil unidades, representando um aumento de 22% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por um crescimento de 30% no Oriente Médio e África e de 20% na América do Sul. No Oriente Médio e África, as entregas aumentaram 29 mil unidades, impulsionadas principalmente pelo aumento dos volumes na Turquia e desenvolvimentos positivos no Egito, Argélia e Marrocos.  A Stellantis continua sua liderança na América do Sul, com um aumento de 43 mil unidades em relação ao ano anterior, beneficiada por volumes mais elevados no setor automotivo, especialmente na Argentina e no Brasil.

Consulte a página 4 para obter uma explicação dos itens mencionados nesta página

Teleconferência com o CFO:

O CFO da Stellantis, Doug Ostermann, realizará uma teleconferência para discutir os números financeiros preliminares do primeiro semestre de 2025 e responder a perguntas de analistas.

Hora:                 Segunda-feira, 21 de julho, às 8h30 EDT / 14h30 CET

Discagem:       Disponível na seção Investidores do site da Empresa  

                     Sítio Web (www.stellantis.com)

NOTAS

  1. As remessas consolidadas incluem apenas remessas de subsidiárias consolidadas da Companhia, que representam veículos novos faturados a terceiros (revendedores/importadores ou clientes finais).  Os volumes de remessa consolidados para o 2º trimestre de 2025 apresentados aqui não são auditados e podem ser ajustados.
  1. Os números finais serão fornecidos em nossos resultados do 1º semestre de 2025. Os analistas devem interpretar esses números com o entendimento de que eles são preliminares e sujeitos a alterações.
  1. O Resultado/(Prejuízo) Operacional Ajustado exclui do Lucro/(prejuízo) Líquido os ajustes que compreendem reestruturação e outros custos de rescisão, imparidades, baixas de ativos, alienações de investimentos e lucros/(despesas) operacionais incomuns que são considerados eventos raros ou discretos e são de natureza pouco frequente, pois a inclusão de tais itens não é considerada indicativa do desempenho operacional contínuo da Empresa,  e também exclui Despesas financeiras líquidas/(receita) e Despesas fiscais/(benefício). Receitas/(despesas) operacionais incomuns são impactos de decisões estratégicas, bem como eventos considerados raros ou discretos e pouco frequentes por natureza, pois a inclusão de tais itens não é considerada indicativa do desempenho operacional contínuo da Companhia. As receitas/(despesas) operacionais incomuns incluem, mas não se limitam a: impactos de decisões estratégicas para racionalizar as operações principais da Stellantis; custos relacionados às instalações decorrentes dos planos da Stellantis de combinar a capacidade de produção e a estrutura de custos com a demanda do mercado, e os custos de convergência e integração diretamente relacionados a aquisições ou fusões significativas. 

        A margem de lucro/(prejuízo) operacional ajustado é calculada como o lucro/(prejuízo) operacional ajustado dividido pela receita líquida

(4) Os Fluxos de Caixa Livres Industriais são nossa principal métrica de fluxo de caixa e são calculados como fluxos de caixa das atividades operacionais menos: (i) fluxos de caixa das atividades operacionais de operações descontinuadas; ii) fluxos de caixa provenientes de actividades operacionais relacionadas com serviços financeiros, líquidos de eliminações; (iii) investimentos em activos fixos tangíveis e activos intangíveis para actividades industriais, (iv) contribuições de capital próprio para empreendimentos conjuntos e aquisições menores de subsidiárias consolidadas e método da equivalência patrimonial e outros investimentos; e ajustado para: (i) pagamentos líquidos entre empresas entre operações contínuas e operações descontinuadas; (ii) produto da alienação de ativos e (iii) contribuições para planos de pensão de benefício definido, líquidos de impostos. O momento dos fluxos de caixa livres industriais pode ser afetado pelo momento da monetização de contas a receber, factoring e pagamento de contas a pagar, bem como mudanças em outros componentes do capital de giro, que podem variar de período para período devido, entre outras coisas, a iniciativas de gerenciamento de caixa e outros fatores, alguns dos quais podem estar fora do controle da Empresa.  Além disso, os fluxos de caixa livres industriais são uma das métricas usadas na determinação do desempenho anual dos funcionários elegíveis, incluindo membros da Alta Administração.

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