Brasil ultrapassa 34 milhões de motos e consórcio do setor atinge tíquete médio de R$ 20,7 mil

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Shineray do Brasil já comercializou R$ 135 milhões em créditos desde o começo da operação, somando mais de 4,8 mil cotas contratadas até agosto de 2025, com destaque para os modelos SHI 175 EFI e JET 125SS

O mercado de duas rodas segue em franca expansão no Brasil. O consórcio de motocicletas, modalidade que tem se consolidado como alternativa de aquisição em tempos de juros altos, registrou em junho de 2025 um tíquete médio de R$ 20.730, alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). 

Esse valor indica o montante médio contratado pelos consumidores e, quando diluído em prazos de 36 a 72 meses, resulta em parcelas que podem variar de R$ 288 a R$ 576,  sem incluir taxas de administração e fundo de reserva.

O comportamento de compra revela que cada vez mais brasileiros estão planejando a aquisição da moto por meio do consórcio. Apenas no primeiro semestre de 2025, a modalidade apresentou crescimento contínuo, refletindo a força da demanda em todas as regiões do país. Para Fernando Lamounier, sócio diretor da Multimarcas Consórcios, o aumento das adesões no segmento só reforça a relevância da moto tanto para a mobilidade urbana quanto para o trabalho. “Com a alta dos juros, o número de adesões para a categoria vem crescendo e a previsão para o último trimestre do ano, o cenário é ainda mais animador. Muitos trabalhadores da categoria acabam adquirindo adesões e pagam com a própria renda do mês”. 

Segundo uma pesquisa da Ticket e RB, da Edenred, 14% da população brasileira utilizam motocicletas como meio de transporte para ir ao trabalho. Esse percentual sobe para 21% no Norte e Nordeste. Segundo o Dieese, mais de 950 mil trabalhadores usam motocicleta no país divididos em motoboys e entregadores de aplicativos. 

Em paralelo, o número de motocicletas em circulação no Brasil atingiu um novo recorde. De acordo com levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a frota nacional de motocicletas, motonetas e ciclomotores já ultrapassa 34 milhões de unidades em 2025, consolidando o país como um dos maiores mercados de duas rodas do mundo.

O levantamento por estado mostra a concentração da frota em grandes centros, mas também revela forte interiorização: o estado com mais cadastros é São Paulo: cerca de 5,7 milhões de motocicletas; seguido por Minas Gerais com aproximadamente 3,1 milhões; Rio de Janeiro com cerca de 1,3 milhão; e Espírito Santo em torno de 577 mil veículos.

Esses números refletem não apenas a importância econômica do setor, mas também um movimento social que alia praticidade, economia e eficiência logística. Em muitas cidades médias e pequenas, a moto se tornou a principal solução de transporte, impactando cadeias como o comércio eletrônico, a entrega de alimentos e o deslocamento cotidiano de trabalhadores.

“O crescimento da frota de motocicletas no Brasil mostra que a moto já não é apenas uma alternativa de mobilidade, mas sim uma escolha definitiva de milhões de brasileiros. O consórcio, nesse cenário, surge como um dos principais meios de acesso, permitindo que trabalhadores e famílias realizem o sonho da moto de forma planejada e sustentável. Acompanhamos essa tendência de perto, porque acreditamos que a motocicleta seguirá como protagonista da mobilidade e do desenvolvimento econômico em todas as regiões do país.”, comenta Wendel Lazko, Gerente Geral de Negócios da Shineray do Brasil, que já comercializou R$ 135 milhões em créditos desde o começo da operação, em 2024, somando mais de 4,8 mil cotas contratadas até agosto de 2025, com destaque para os modelos SHI 175 EFI e JET 125 SS, que lideram a preferência dos consumidores.”

Para Lamounier, a combinação entre crescimento da frota e expansão dos consórcios deve manter a moto no centro das estratégias de mobilidade e investimento pessoal no Brasil. “O brasileiro segue apostando na motocicleta como ferramenta de trabalho e de independência financeira. O consórcio tem cumprido papel decisivo ao viabilizar esse acesso de forma planejada”, finaliza. 

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