Comum ou aditivada?

3 minutos de leitura

A verdadeira pergunta é: combustível regular ou adulterado?

Por Nicole Ronzani

O tema é polêmico. Desde sua criação, a gasolina aditivada gera divergências no setor. Afinal, será que ela entrega o que promete? Vale o custo? A verdade é que hoje essa não deveria ser a nossa maior preocupação. A diferença entre a gasolina comum e a aditivada está nos aditivos, como detergentes, dispersantes e anticorrosivos. Mas o problema atual vai muito além disso.

O Brasil enfrenta uma situação gravíssima no setor de combustíveis. A operação Carbono Oculto, conduzida em agosto de 2025 pela Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal, ANP e secretarias estaduais de Fazenda, revelou um esquema de fraudes que atravessa toda a cadeia: da importação à venda no posto. Esse sistema corrupto rouba bilhões em impostos e, ao mesmo tempo, entrega ao consumidor um produto de qualidade duvidosa. Segundo o Instituto Combustível Legal (ICL), o Programa Cliente Misterioso mostrou que quase metade dos combustíveis analisados no Paraná apresentaram adulterações. O mais fraudado foi a gasolina, com 62% das amostras adulteradas, seguida pelo etanol (46%) e pelo diesel (26%). O problema é coletivo, mas o consumidor só percebe quando sente o impacto direto no bolso e no desempenho do veículo.

O impacto é ainda maior para os donos de postos que tentam trabalhar de forma correta, mas enfrentam concorrência desleal de quem vende combustível adulterado a preços mais baixos. A corrupção corrói o mercado posto a posto, e quem insiste em manter a integridade corre o risco de fechar as portas.

Por isso, mais importante do que discutir comum ou aditivada é discutir combustível regular ou adulterado. Essa sim é uma diferença real e imediata para o funcionamento do motor e para o bolso do motorista.

E como se proteger? O consumidor não consegue fiscalizar sozinho, mas pode adotar medidas simples: sempre pedir nota fiscal em cada abastecimento, observar o desempenho do veículo depois de colocar combustível e desconfiar de preços muito baixos. Se o carro for flex, vale lembrar que o álcool tem menos chances de adulteração em comparação com a gasolina. Em suma, a maior dica é optar por postos de confiança, porque tudo depende da honestidade do dono do posto. O consumidor informado tem mais chances de escapar da fraude e manter o veículo em segurança.

Em caso de fraude acesse a seção DENUNCIE no site do Instituto Combustivel Legal (ICL) e faça valer seus direitos.

FONTES:

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/por-que-a-petrobras-quase-nao-tem-concorrentes-na-producao-de-combustivel/#goog_rewarded
https://www.infomoney.com.br/brasil/operacao-carbono-oculto-entenda-o-esquema-bilionario-do-pcc-no-setor-de-combustiveis/amp

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