Empresas que importam passarão por importantes mudanças a partir de 2026 e precisam se adaptar

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 O ano de 2026 marcará o início de uma nova era para as empresas brasileiras — especialmente aquelas que importam. Duas mudanças profundas entrarão simultaneamente em vigor: a obrigatoriedade plena da DUIMP (Declaração Única de Importação) e a implementação definitiva das regras operacionais da Reforma Tributária, que exige atualização imediata dos sistemas fiscais.

Para as companhias, isso significa uma necessidade real, urgente e inadiável de revisão estrutural de processos, tecnologia, logística e controles financeiros. Segundo Mauro Lourenço Dias, presidente da Fiorde Group, o cenário não deixa margem para improviso: “Com a entrada da DUIMP e da Reforma Tributária, é essencial visão estratégica, gestão financeira forte, emprego massivo de tecnologia e logística impecável. Sem isso, as empresas vão ter problemas — problemas sérios.”
 

DUIMP: nova lógica do comércio exterior exige precisão e integração total

Com o desligamento definitivo do Siscomex LI/DI até dezembro de 2025, a DUIMP passa a concentrar todas as informações, licenças, atributos de produtos, certificações e dados financeiros das importações.

Isso exige das empresas:

  • Catálogo de produtos atualizado e completo
  • Classificação fiscal precisa
  • Integrações maduras entre ERP, sistemas internos e operadores externos
  • Revisão dos fluxos logísticos e financeiros
  • Governança robusta de dados

Mauro destaca que não se trata apenas de cumprir regras aduaneiras: “A DUIMP muda processos, pessoas e dinheiro. Quem não tiver controle sobre informações, sistemas e logística vai enfrentar atrasos, custos extras e riscos fiscais. Não existe mais espaço para processos manuais ou desorganizados.”


Ele reforça que a DUIMP exige uma visão integrada da cadeia: “A Supply Chain virou ponto vital. Se ela funciona, a empresa ganha competitividade. Se não funciona, vira fonte de prejuízo.”


Reforma Tributária: sistemas precisam estar atualizados para que a empresa consiga operar

Além da DUIMP, as empresas terão de conviver com a nova lógica tributária, especialmente a CBS, que precisa estar parametrizada nos sistemas eletrônicos para garantir emissão das notas fiscais. A exigência implica:

  • Atualização dos cadastros fiscais
  • Revisão de regras de crédito e débito
  • Parametrização completa dos sistemas de faturamento
  • Integração entre financeiro, contabilidade e tributário
  • Processos internos revisados para evitar inconsistências

Para Mauro, a leitura é simples: “A Reforma Tributária não é só legislação, é tecnologia. Se o sistema não estiver preparado, a empresa não opera.”
 

Um 2026 desafiador — e cheio de oportunidades para quem agir agora

Apesar do alto grau de complexidade, Mauro avalia que o próximo ano será especialmente favorável para empresas que se anteciparem: “Se abre uma grande janela de oportunidades em 2026. Quem se preparar agora vai ganhar eficiência, reduzir riscos e melhorar resultados.”
Segundo ele, as organizações que adotarem uma abordagem estratégica agora estarão na frente quando o novo cenário estiver plenamente estabelecido: “2026 não é um ano para remendos. É um ano para planejamento, tecnologia e execução precisa. Quem fizer isso vai crescer.”

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