Pix cresce para 25% das corridas por app, mostrando avanço acelerado dos pagamentos digitais

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O panorama dos pagamentos em aplicativos de transporte no Brasil evidencia uma mudança estrutural: o Pix, inexistente em 2020, já representa 25,01% das transações em 2025, consolidando-se como o segundo método mais utilizado — atrás apenas do dinheiro, que mantém a liderança com 58,02%, embora em queda contínua nos últimos cinco anos. Em 2020, mais de 83% das corridas eram pagas em dinheiro.

A análise exclusiva do Data Gaudium, núcleo de inteligência da Gaudium mostra que, a partir de 2024, o pagamento instantâneo ultrapassou o cartão de crédito. O movimento reflete não apenas a digitalização acelerada da economia brasileira, mas também uma demanda crescente por transações rápidas, práticas e de baixo custo. Enquanto isso, o cartão permanece relativamente estável, indicando que o Pix vem conquistando o espaço do dinheiro.

Entre janeiro e agosto de 2025, o uso dos métodos de pagamento se manteve estável; já em setembro, observou-se um leve aumento nas transações em dinheiro, acompanhado de pequenas quedas no Pix e no cartão. Apesar das oscilações mensais, a ordem de preferência permanece clara: dinheiro segue liderando, seguido pelo Pix e, em terceiro, pelo cartão.

Para Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium, o crescimento do Pix não é apenas uma tendência, mas um sinal de transformação no comportamento do consumidor. “Plataformas que adotarem essa mudança de forma estratégica podem oferecer experiências mais ágeis e confiáveis, enquanto motoristas se beneficiam de maior previsibilidade e segurança nas transações”, afirma. “Há a possibilidade de esse número ser ainda maior, pois muitos motoristas relatam que o passageiro solicita pagamento em dinheiro, mas, ao final, realiza o pagamento via Pix.”

O avanço dos pagamentos digitais também evidencia desafios: as plataformas precisam garantir integração segura, transparência e confiabilidade, ao mesmo tempo em que lidam com perfis diversos de usuários — alguns ainda dependentes do dinheiro físico. No médio prazo, essa migração progressiva reforça a necessidade de adaptação tecnológica contínua, tornando o meio de pagamento um elemento central para a operação e a competitividade do setor. “Para as empresas, o melhor é que os passageiros realizem todo o processo de pagamento dentro do aplicativo. Os motoristas, por sua vez, buscam receber o mais rápido possível, e o passageiro quer confiança. Por isso, muitas vezes, ele opta por fazer o pagamento direto ao motorista, seja por Pix ou em dinheiro. O desafio é unir praticidade e confiabilidade para conseguirmos digitalizar ao máximo os pagamentos das corridas.”

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