Imagem: D K Grove / Shutterstock

Ford reestrutura divisão de veículos elétricos com encargos bilionários e mudança de estratégia

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A Ford anunciou uma profunda reestruturação em sua divisão de veículos elétricos, a Model e, com encargos totais de US$ 19,5 bilhões — o maior impacto financeiro já registrado pela empresa nesse segmento. A maior parte desses custos será contabilizada no quarto trimestre de 2025, refletindo anos de prejuízos acumulados e uma adaptação à demanda mais lenta por EVs puros.

Após registrar perda de US$ 5,1 bilhões na Model e em 2024 e prever números ainda piores para 2025, a montadora decidiu cancelar projetos ambiciosos, como a picape elétrica da linha F-Series, e redirecionar investimentos para veículos a gasolina, híbridos e tecnologias com retorno mais rápido. O CEO Jim Farley e o chefe da divisão EV, Andrew Frick, justificaram: “A realidade mudou, e estamos redirecionando investimentos para áreas com maior retorno”.

Principais Mudanças na Produção

  • A icônica F-150 Lightning, principal aposta elétrica da Ford em picapes, será transformada em versão híbrida com maior autonomia.
  • Fábricas dedicadas a baterias estão sendo repurposed: em Glendale (Kentucky), uma unidade será pausada e convertida para produção de sistemas de armazenamento de energia para redes elétricas, com investimento de US$ 2 bilhões. Isso inclui demissão temporária de 1.600 funcionários e contratação de 2.100 novos até 2027.
  • Parceria com a sul-coreana SK On foi encerrada; a Ford agora adota baterias LFP mais baratas da chinesa CATL, focando inicialmente em armazenamento estacionário.
  • A nova fábrica em Stanton (Tennessee) — a primeira em 50 anos — terá abertura adiada para 2029 e passará a produzir caminhões a gasolina, abandonando planos para picapes elétricas.

Dos US$ 19,5 bilhões em encargos, cerca de US$ 5,5 bilhões afetarão o caixa real, principalmente em 2026. Apesar das perdas nos EVs, a Ford revisou para cima sua previsão de lucro ajustado para 2025, agora em US$ 7 bilhões.

Visão para o Futuro

A empresa mira lucratividade na Model e até 2029, apostando em veículos elétricos menores e mais acessíveis a partir de 2030, além de crescimento no mercado de armazenamento de energia — que explodiu 50% em 2025, impulsionado por data centers de IA. Até o fim da década, a Ford espera que metade de suas vendas globais venha de híbridos, EVs com maior alcance e modelos plug-in, contra os atuais 17%.

Essa guinada reflete um cenário mais desafiador para os elétricos puros, influenciado por mudanças políticas nos EUA e concorrência global, forçando a Ford a equilibrar transição verde com resultados financeiros imediatos.

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