ZF transforma resíduos em recursos e conquista certificação Aterro Zero em Araraquara (SP)

3 minutos de leitura
  • Unidade no interior paulista deixa de enviar 83 toneladas anuais de resíduos para aterros sanitários 
  • Materiais que seriam descartados ganham nova destinação como combustível alternativo e matéria-prima para a indústria cimenteira

A ZF zerou o envio de resíduos para aterros sanitários — e transformou o que seria descarte em insumo produtivo, com impacto direto na redução de emissões de CO₂.

A partir da certificação, aproximadamente 83 toneladas anuais de resíduos que antes seguiam para aterros passam a ter uma destinação ambientalmente qualificada. O caminho escolhido foi o coprocessamento — processo pelo qual resíduos industriais são combinados para formar um composto de alto poder calorífico, utilizado pela indústria cimenteira como combustível alternativo e matéria-prima substituta. Parte desse material também é empregado na geração de energia, reduzindo o uso de combustíveis fósseis. 

A relevância ambiental dessa escolha vai além do que parece à primeira vista. O cimento é uma das indústrias com maior emissão de CO₂ do planeta, sobretudo na produção do clínquer — etapa que exige fornos a 1.450°C e responde por grande parte das emissões do setor. Ao fornecer resíduos como combustível alternativo e como componente do próprio clínquer, a ZF contribui para reduzir parcialmente o uso de combustíveis fósseis nesse processo da indústria cimenteira, gerando um efeito positivo em cadeia para o clima.
No processo estão materiais simples, de origem cotidiana, que ganham nova função em vez de ocupar espaço em aterros. Entre os materiais que antes eram destinados ao aterro estão resíduos orgânicos do restaurante da unidade e resíduos de jardinagem — galhos, folhas e grama provenientes das podas de plantas.  

“Alcançar a marca de aterro zero em mais uma de nossas unidades demonstra o compromisso constante da ZF com a sustentabilidade e com a construção de operações cada vez mais responsáveis. O projeto de Araraquara reforça nossa atuação alinhada à economia circular, promovendo novos destinos para resíduos e contribuindo diretamente para as metas globais de neutralidade climática da empresa”, afirma Celso Guerra, Gerente Sênior de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da ZF América do Sul.
A iniciativa foi construída em etapas ao longo de mais de um ano: o escopo técnico foi estruturado em dezembro de 2024, seguido por processo de seleção de fornecedores, homologação e início da operação em junho deste ano — demonstrando o rigor técnico com que a ZF conduz seus projetos ambientais.

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