Anfavea defende produção local e rejeita redução de impostos para importação de veículos SKD

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Na última semana, declarações feitas durante um evento da BYD em Camaçari, Bahia, geraram ampla discussão na coletiva de imprensa da Anfavea, realizada em 7 de julho.

O foco foi a proposta da BYD de reduzir as alíquotas de importação de veículos desmontados (SKD), a crítica de um executivo da montadora chinesa à indústria automotiva tradicional e a possibilidade de novas marcas se associarem à entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, enfatizou a posição contrária da entidade à redução do Imposto de Importação para unidades SKD, atualmente em 28% para híbridos e 25% para elétricos, com a BYD propondo um corte para 10%. Ele argumentou que o governo federal reconhece os riscos de desindustrialização, e que reduzir essas alíquotas perpetuaria um modelo de baixa sofisticação tecnológica e geração limitada de empregos, o que contraria os objetivos de industrialização do país.

Calvet destacou que a adoção de SKD e CKD em grande escala pode comprometer os investimentos de R$ 130 bilhões previstos pelo setor, negociados com base no Programa Mover, voltado à industrialização.Na terça-feira, 1º de julho, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, anunciou que a empresa planeja suspender a importação de três modelos — Dolphin Mini, Song Pro e King — caso consiga iniciar a montagem SKD em Camaçari, mas isso dependeria da redução das alíquotas. Baldy também provocou as montadoras locais, sugerindo que a indústria tradicional está preocupada com a chegada da BYD, cuja área de montagem final em Camaçari seria comparável às instalações totais da antiga fábrica da Ford no mesmo local.

Em resposta, Calvet esclareceu que não acredita que a crítica à indústria tradicional tenha sido direcionada à Anfavea ou suas associadas, que seguem investindo em tecnologias como softwares e Indústria 4.0. Ele afirmou preferir a indústria tradicional, com sua inovação contínua, a um modelo baseado em SKD, que considera menos avançado.Sobre a possibilidade de filiação da BYD à Anfavea, Calvet explicou que a associação ocorre apenas quando a empresa inicia a produção local. Ele destacou que a entidade está aberta ao diálogo com novas marcas, como GWM e GAC, sem discriminação por origem de capital, mas enfatizou a importância de uma conversa mútua focada na produção no Brasil. A BYD, por enquanto, não inaugurou oficialmente sua fábrica na Bahia, ainda aguardando licenças, o que limita a montagem a poucos protótipos, sem previsão para o início das operações SKD.

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