O setor de autopeças no Brasil registrou um déficit comercial de US$ 6,2 bilhões entre janeiro e maio de 2025, um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações alcançaram US$ 3,18 bilhões, enquanto as importações subiram 14,4%, totalizando US$ 9,38 bilhões, segundo dados do Sindipeças.
Em maio, as vendas externas de autopeças somaram US$ 1,9 bilhão, com alta de 15,5% na comparação anual, mas o déficit mensal foi de US$ 1,3 bilhão, impulsionado pela estabilidade nas exportações e pelo aumento das importações. A China continua liderando como principal fornecedora, com US$ 1,72 bilhão em vendas ao Brasil, um crescimento de 21,5%.
O Sindipeças atribui o avanço das importações à valorização do real frente ao dólar, influenciada por incertezas globais, como a instabilidade na política comercial dos Estados Unidos sob Donald Trump. A desvalorização do dólar tem estimulado as compras externas, com expectativas de que essa tendência persista.
No lado das exportações, o Brasil se beneficiou do acordo ampliado com a Argentina, que eliminou tarifas sobre autopeças, elevando as vendas ao país vizinho para US$ 1,3 bilhão, com aumento de 24,6%. A participação argentina no total exportado subiu de 38% em abril para 41% em maio. Já as importações de autopeças argentinas para o Brasil recuaram de 3,9% para 3,6% no mesmo período, apesar de uma alta anual de 1,9%.
Principais países nas importações de autopeças (jan-mai 2025):
- China: US$ 1,72 bilhão (+21,5%, 18,1% de participação)
- EUA: US$ 986,5 milhões (+9,7%, 10,4%)
- Japão: US$ 879,4 milhões (+26,8%, 9,3%)
- Alemanha: US$ 850,1 milhões (+8,5%, 8,9%)
- México: US$ 695,7 milhões (+17,9%, 7,3%)
Principais destinos das exportações brasileiras (jan-mai 2025):
- Argentina: US$ 1,3 bilhão (+24,6%, 39% de participação)
- EUA: US$ 528,2 milhões (-6,5%, 15,9%)
- México: US$ 281,4 milhões (-27,8%, 8,5%)
- Alemanha: US$ 181,7 milhões (+5%, 5,5%)
- Chile: US$ 94,5 milhões (+1,8%, 2,8%)







