De acordo com o balanço divulgado pela Anfavea em 7 de julho, o Brasil registrou um aumento de 41% nos emplacamentos de veículos eletrificados (elétricos, híbridos e híbridos plug-in) no primeiro semestre de 2025, totalizando 103.946 unidades em comparação com o mesmo período de 2024. Os modelos híbridos lideraram o segmento, com 43.727 unidades emplacadas, representando 3,9% do total de registros. Os híbridos plug-in somaram 40.575 unidades (3,6%), enquanto os veículos totalmente elétricos responderam por 30.483 unidades (2,7%).
Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou que o crescimento dos emplacamentos de veículos híbridos é constante e sustentável. Em junho, os híbridos alcançaram 8.448 unidades, equivalente a 4,2% dos emplacamentos do mês, quase o dobro das 4.313 unidades registradas em junho de 2024. Os híbridos plug-in totalizaram 7.081 unidades (3,5%), e os elétricos, 5.847 unidades (2,9%).As importações cresceram 15,6% no primeiro semestre, atingindo 228.500 unidades, com os modelos chineses representando 6% dos emplacamentos e registrando um aumento de 43% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior. A Anfavea alertou para o estoque de 111 mil veículos eletrificados em junho, apontando que as vendas não acompanham o ritmo das importações, o que gera desafios de mercado, já que o excesso de estoque precisa ser absorvido.
Sobre a chegada de montadoras chinesas, como GWM, GAC e a recente instalação da fábrica da BYD na Bahia, Calvet reforçou sua oposição aos incentivos fiscais para a produção SKD, argumentando que a adoção em larga escala de SKD e CKD vai contra o processo de industrialização do país, promovendo baixa sofisticação tecnológica e pouca geração de empregos.
No segmento de caminhões elétricos, os emplacamentos ainda são modestos, com 519 unidades registradas no primeiro semestre, sendo 75 em junho, o que representa um crescimento de 25% em relação às 414 unidades do mesmo período de 2024.







