O Impostômetro, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que monitora em tempo real a arrecadação de impostos, taxas e contribuições no Brasil, atingiu R$ 2,58 trilhões na semana de 30 de junho de 2025, valor referente ao total pago pelos brasileiros desde o início do ano. Apesar do aumento na arrecadação, impulsionado pelo aquecimento econômico, com mais empregos, renda e faturamento empresarial, os gastos públicos superam esse montante, ultrapassando R$ 2 trilhões, segundo o Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais. Em 2024, esse valor só foi alcançado em 24 de julho, indicando uma aceleração na arrecadação, mas também um crescimento ainda maior nos gastos.
O incremento da receita reflete tanto a retomada econômica quanto o impacto da inflação e o aumento da carga tributária, com elevação de alíquotas e fim de isenções. Contudo, os gastos públicos, pressionados pela estrutura governamental inchada, supersalários e ampliação de benefícios tributários e programas sociais, crescem em ritmo mais rápido, dificultando o cumprimento das metas do arcabouço fiscal. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a receita primária líquida do governo central deve alcançar 18,3% do PIB em 2025, caindo para 17,7% até 2035, enquanto as despesas primárias subirão de 18,9% do PIB em 2025 para 20,4% em 2035.







