Especialistas defendem o aumento da produção nacional de Carros Elétricos

Crescimento acelerado do setor leva à defesa da ampliação da produção nacional e ao potencial para a exportação

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O crescimento acelerado do setor dos carros elétricos no Brasil, com 8.458 unidades vendidas em 2022, representando um aumento de 197% em comparação ao ano anterior, tem na importação um dos seus principais vetores. Porém, recentemente a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) tem defendido o aumento da produção nacional dos eletrificados.

Esse cenário não é novo, e cada vez mais empresas têm investido na produção de elétricos nacionais, como o caso recente da montadora chinesa BYD, que tem rondado os noticiários com a possibilidade da criação de uma fábrica brasileira para seus automóveis. Mas, ainda assim, faltam incentivos reais para o desenvolvimento do segmento.

Ricardo David, sócio diretor da Elev, empresa especializada em soluções para a eletromobilidade, acredita que o setor tem muito a ganhar com o avanço da produção nacional de carros elétricos. Recentemente, o executivo tem defendido um Plano Nacional para o setor.

“O Brasil tem um potencial gigantesco quando tratamos da possibilidade de produção local de automóveis elétricos. Isso vai além de produzir para o nosso mercado interno. Quando pensamos de forma ampla, nós temos todos os recursos necessários para a produção destes automóveis também para a exportação. Deste modo, acredito que precisamos superar o paradigma de país importador e nos tornar suficientes na produção”, afirma o executivo.

No Brasil, a exportação de automóveis tem demonstrado resiliência, em janeiro de 2023 foram embarcados 33.058 automóveis. O número representa um crescimento de 5,9% sobre dezembro e um crescimento de 19,3% em comparação ao ano anterior, segundo dados da Anfavea. O especialista em comércio exterior, Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, aponta que o país tem potencial para fortalecer-se na indústria de automóveis na América Latina com a exportação.

“O Brasil tem uma posição de destaque como exportador na América Latina. Nesse momento, o segmento de automóveis tem demonstrado capacidade não apenas de manutenção de números positivos como o de expansão. Deste modo, se houver investimentos no segmento, pensando no mercado externo, o país tem muito o que ganhar”, explica Pizzamiglio. O executivo também aponta que o Brasil já conta com isenções modernas que podem ser utilizadas para a ampliação do segmento, como é o caso do Drawback.

Enquanto o Brasil engatinha no mercado de carros elétricos na região, temos visto cada vez mais a ampliação da China na América do Sul. Com cada vez mais importações de automóveis chineses, que tem se expandido em mercados que anteriormente o Brasil dominava, como é o caso do transporte público. Isso porque a maior parte das cidades da região que tem convertido a sua frota em elétricos, tem optado por automóveis chineses.

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