Inteligência artificial na manufatura aumenta precisão e agilidade na produção de máquinas agrícolas

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Tecnologia reduz tempo de análise de alterações em produtos e otimiza decisões técnicas na linha de produção

A AGCO está ampliando o uso de inteligência artificial (IA) em suas operações industriais. Com tecnologia desenvolvida pela equipe de Engenharia de Manufatura, a unidade conseguiu reduzir em 90% o tempo de análise de alterações de engenharia de produto.

A ferramenta utiliza IA para gestão de introdução de alterações de engenharia de produto na fábrica, desde itens simples, como parafusos e porcas, até componentes completos, como faróis, capôs e motores. O sistema analisa os componentes cruzando informações sobre locais de montagem, postos de utilização e armazenagem e a partir desses dados, identifica qual área da fábrica receberá a respectiva informação de melhorias para análise.

“Antes da automação, o trabalho era feito manualmente por dois engenheiros e consumia, em média, um dia inteiro de trabalho. Com a IA, a tarefa passou a ser realizada em cerca de duas horas, com classificação automática das ordens e direcionamento para os times responsáveis”, explica Giuliano Scapin, supervisor de manufatura da AGCO e um dos responsáveis pelo projeto.

Além da automação do fluxo de alterações técnicas no produto, a equipe de Engenharia de Manufatura também iniciou o desenvolvimento de uma ferramenta com foco em organização de dados para apoio técnico. O projeto é baseado em dados internos da companhia e utiliza inteligência artificial para estruturar informações sobre o desempenho das máquinas agrícolas nas primeiras 50 horas de uso.

A partir da análise dessas informações, o objetivo da equipe é formar um banco de dados que permita visualizar com mais clareza os pontos que já possuem solução registrada e aqueles em que é possível avançar em melhorias. O sistema reúne informações históricas de diferentes modelos e componentes, indicando onde já existem encaminhamentos em andamento e onde o processo ainda não foi iniciado.

“A proposta é estruturar uma base que possa ser consultada para facilitar a busca de soluções, incluindo informações de diferentes regiões e diferentes contextos. A aplicação em desenvolvimento tem como referência o conceito de assistente virtual, organizando os dados de forma que técnicos, concessionários e analistas consigam identificar de maneira mais rápida quais etapas seguir diante de determinadas situações”, detalha Scapin. O uso de inteligência artificial também reforça uma abordagem mais eficiente e sustentável no processo produtivo. “A expectativa é que a automação contribua para decisões técnicas mais rápidas, reduzindo retrabalho e desperdícios, e aumentando a eficiência operacional ao longo de toda a cadeia produtiva”, afirma Paulo Vilela, diretor de engenharia da AGCO.

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