Os investimentos chineses no setor automotivo brasileiro dobraram, ultrapassando R$ 10 bilhões em 2024, quase o dobro de 2022, impulsionados pela expansão de montadoras de veículos elétricos (VEs). Empresas como BYD, com uma fábrica em Camaçari (BA) que produzirá 150 mil VEs por ano até 2026, e Great Wall Motor, com planta em São Paulo, lideram o movimento. A liderança chinesa em baterias e infraestrutura de recarga dá vantagem competitiva.
As vendas de VEs no Brasil cresceram 85% em 2024, mas representam apenas 7% dos licenciamentos. A fábrica da BYD em Bahia deve gerar 2.000 empregos diretos, e fornecedores avaliam unidades de montagem de baterias. No entanto, a dependência de importações e a infraestrutura de recarga limitada são desafios. Há preocupações com a reliance em tecnologia estrangeira, similar à perda de empregos automotivos na Alemanha em 2024 devido à concorrência chinesa.
Ainda assim, os investimentos estão transformando o setor automotivo brasileiro, com o Nordeste emergindo como polo de produção. A combinação de incentivos locais e expertise chinesa acelera a transição para VEs, mas exige políticas para equilibrar benefícios econômicos e autonomia tecnológica.







