O Relatório Focus divulgado na sexta-feira (15) pelo Banco Central mostrou que o mercado financeiro ajustou novamente suas projeções para a economia brasileira. A mediana das expectativas para o IPCA em 2025 recuou de 5,05% para 4,95%, confirmando tendência de queda observada nas últimas semanas. Para 2026, a estimativa seguiu em 4,40%, enquanto para 2027 e 2028, permaneceu estável em 4,00% e 3,80%, respectivamente.
Em relação ao crescimento econômico, a projeção para o PIB de 2025 se manteve em 2,21%, mesma variação registrada na semana anterior. Para os anos seguintes, as estimativas apontam avanço mais moderado, com expectativa de 1,87% em 2026 e 1,87% em 2027.
No câmbio, o mercado prevê o dólar encerrando 2025 em R$ 5,60, sem alteração em relação à semana anterior. Já a taxa Selic deve permanecer em 15% ao ano até o fim de 2025, com perspectiva de queda gradual a partir de 2026, quando deve encerrar em 12,50%, caindo para 10,50% em 2027 e 10% em 2028.
O relatório também trouxe revisão para baixo no IGP-M, indicador usado em reajustes de contratos e aluguéis. A expectativa para este ano recuou de 1,28% para 1,13%.
Nas contas externas, o mercado projeta déficit maior em conta corrente, passando de US$ 62 bilhões para US$ 63,7 bilhões em 2025. Já a balança comercial deve encerrar o ano com superávit de US$ 65 bilhões, sem alterações frente à semana anterior. Os investimentos diretos no país seguem projetados em US$ 70 bilhões.
Do lado fiscal, a dívida líquida do setor público deve fechar o ano em 65,8% do PIB, enquanto o resultado primário permanece negativo em -0,50%. O déficit nominal projetado é de -8,40%
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