Montadoras chinesas estão exportando veículos novos como usados, com apoio de governos regionais, para escoar produção e otimizar fábricas, segundo a Reuters.
Carros novos recebem placas chinesas e são registrados como usados para exportação a mercados como Rússia, Ásia Central e Oriente Médio. Essa prática, que começou em 2019, representou 90% dos 436 mil veículos “usados” exportados em 2024.
A estratégia reduz estoques de modelos a gasolina com baixa demanda interna e intensifica a guerra de preços na China. Governos locais apoiam com cotas de registro, reembolsos fiscais e infraestrutura logística. A prática levanta questões sobre transparência e concorrência leal, com impacto ainda incerto no mercado automotivo global. A ausência de posicionamento oficial da China reforça a controvérsia.







