Novo aumento dos juros travará ainda mais a economia

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Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a nova elevação da taxa básica de juros, a Selic, deve desacelerar ainda mais a atividade econômica em um momento no qual as empresas tentam ganhar fôlego após o longo período de restrições.

Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou os juros básicos da economia de 11,75% para 12,75% ao ano. Foi a 10ª alta consecutiva da Selic.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, as autoridades monetárias, ao tomar essa decisão, inibem as despesas de consumo e investimento produtivo. O objetivo, segundo ele, é evitar o repasse dos aumentos dos custos de produção em decorrência da guerra da Ucrânia para os preços finais.

“O problema é que as incertezas internas e mundiais já estão desacelerando a atividade econômica nacional, dificultando repasses que não sejam indispensáveis à sobrevivência das empresas, o que, em nossa visão, tornaria oportuno o encerramento do atual ciclo de aperto monetário”, afirma Ruiz de Gamboa.

Ainda segundo o economista da ACSP, os consumidores vão sentir no bolso a nova alta dos juros no momento de fazer as compras parceladas. Alguns dos itens mais procurados para financiamento no varejo são os móveis, artigos de linha branca (geladeira, fogão e máquina de lavar) e eletrônicos (TVs, computadores e celulares).

“As vendas desses produtos podem ficar mais prejudicadas. Os comerciantes também serão impactados pelo enfraquecimento das vendas do varejo”, diz Ruiz de Gamboa. “É que esse aumento, além de encarecer o financiamento, também diminui prazos para pagamento e os bancos também passam a conceder menos crédito para os consumidores.”

A 10ª ALTA SEGUIDA

O atual ciclo de alta dos juros básicos teve início em março de 2021. No último boletim Focus, em que o BC mede a expectativa do mercado financeiro, a projeção é de que a taxa básica encerre 2022 em 13,25% ao ano.

Em comunicado, o BC avaliou que o ambiente externo seguiu se deteriorando e que as pressões inflacionárias decorrentes da pandemia se intensificaram com problemas de oferta advindos da nova onda de covid-19 na China e da guerra na Ucrânia.

O Copom indicou que, para a próxima reunião, deverá manter o aperto monetário, mas com reajuste de menor magnitude, ou seja, inferior a 1%.

Com a decisão, a taxa Selic está no maior nível desde fevereiro de 2017, quando era 13% ao ano.

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