Rodei com o novo GWM Wey 07 que acabou de ser lançado no Brasil. Um SUV grande, do tamanho de um Range Rover, com luxo acima da média para carro desse valor e com um sistema de propulsão que parece ser o ideal para essa configuração. Ele tem as maiores baterias que já vi para um carro híbrido. São 42,5 kWh que permitem rodar mais de 180 km apenas em modo elétrico. E com a junção de motor 1.5 turbo, mais dois elétricos, consegue gerar 517 cv e, nada menos do que 83,6 mkgf de torque.
Por dentro, ele traz argumentos pertinentes o suficiente para desafiar carros premium se estirpe de BMW, Mercedes-Benz, Volvo e Range Rover. É sério. O Wey 07 é o produto mais bem acabado e pronto para assustar tais concorrentes. Oferece tudo de classes mais altas dessas marcas custando o preço de versões mais espartanas. Além disso, ele também funciona como um passo extra, em requinte, tecnologia e status para os compradores que têm e gostaram do Haval H6 GT, Tank ou H9, e que não viam um degrau acima na marca, quando pensam em trocar de carro. Agora ele existe. E, sim, é bem acima dos outros irmãos. Ou primos.
Um caminho, guardadas as devidas proporções, que fez a Toyota criar a Lexus. O que fez com que, especialmente, os compradores americanos não trocassem seus Camry por Mercedes-Benz e BMW nos anos 1990, como faziam antes. Deu certo. Muito certo por lá.
Aqui eu conto como ele anda, os dados de consumo e se ele vai, realmente, incomodar uma casta superior do luxo e status entre os SUVs. E também se vai furar essa bolha de preconceito que ainda existe com os carros chineses. Afinal, acima de R$ 400 mil, nenhum deles vendeu bem. Tampouco se tornou referência.
Ainda. Será?







