O Brasil reduziu quase pela metade sua dependência dos Estados Unidos nas exportações nos últimos 23 anos. Em 2001, os americanos respondiam por 24,4% das vendas externas brasileiras, participação que caiu para 12,2% em 2024, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da FGV.
A China, por outro lado, saltou de 3,3% para 28% no mesmo período e lidera a pauta exportadora. União Europeia e América do Sul também perderam espaço, mas ainda aparecem à frente dos EUA. A diversificação de produtos é um diferencial brasileiro no comércio com os americanos, com destaque para petróleo, aço, aeronaves, café, ferro-gusa, celulose e sucos.
O relatório da FGV também aponta o impacto de uma nova taxação imposta pelos EUA, que promete aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto. A medida, com motivações políticas, pode prejudicar setores como siderurgia, aviação e alimentos processados. O governo brasileiro estuda alternativas para mitigar os efeitos e sinaliza com possíveis medidas de reciprocidade.






