Após reunião com executivos da Anfavea e do Sindipeças, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, afirmou que montadoras brasileiras podem paralisar a produção em duas ou três semanas caso a escassez global de semicondutores se agrave.
O problema ganhou força após tensões entre a Holanda e a China afetarem o fornecimento de chips utilizados em veículos e sistemas eletrônicos. A Anfavea pediu ao governo federal apoio diplomático e logístico para garantir o abastecimento e evitar impacto nas linhas de montagem.
O MDIC confirmou que mantém diálogo com o setor automotivo e avalia estratégias que possam envolver interlocução com países asiáticos, incluindo a China, principal produtora mundial de semicondutores. No entanto, não há negociação formal anunciada entre os governos para compra direta de chips.
Empresas com capital chinês instaladas no Brasil, como BYD e GWM, afirmaram possuir estoques suficientes de semicondutores no curto prazo, mas seguem atentas à evolução do cenário internacional.







