Saiba qual catalisador automotivo é o ideal para cada tipo de veículo

5 minutos de leitura

  • Especialista da Umicore explica como o catalisador atua em motores híbridos, a combustão e a gás
  • O catalisador é responsável pela redução de até 99% das emissões poluentes dos veículos

Para atender às normas ambientais, cada vez mais rigorosas, e garantir maior eficiência e desempenho, os veículos têm passado por avanços tecnológicos significativos, especialmente nos últimos anos. Com a presença de diferentes tipos de motorização, como os automóveis híbridos e os a combustão, os catalisadores automotivos, responsáveis por reduzir até 99% das emissões de poluentes, também evoluíram para atender às novas demandas do setor. Nesse contexto, a Umicore, uma das principais fabricantes de catalisadores automotivos do mundo, explica qual é o catalisador ideal para cada tipo de veículo.

Seja em veículos a combustão ou híbridos (com motores a combustão e elétrico), o catalisador tem a função de converter gases poluentes, como monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC), em substâncias inofensivas à saúde humana. “Essa transformação ocorre por meio de reações químicas no catalisador, que é revestido internamente com óxidos e metais nobres, como platina, paládio e ródio”, explica Miguel Zoca, Gerente de Aplicação de Produto da Umicore.

A diferença entre catalisadores para veículos híbridos e a combustão irá depender da tecnologia presente no motor do carro.  “No caso dos MHEVs (Veículos Elétricos Híbridos Leves), o motor funciona de maneira similar aos veículos convencionais, mas com um sistema elétrico auxiliar. Assim, o catalisador pode ser o mesmo usado em carros tradicionais, com pequenas variações na quantidade de metais nobres, conforme a estratégia de calibração do motor”, conta o especialista.

Já os veículos híbridos com tração elétrica, como HEV e HEV Flex, ou com recarga externa (PHEV) também vão precisar de ajustes na quantidade de metais como ródio ou paládio, dependendo da estratégia de calibração e do funcionamento do sistema elétrico e de combustão interna.

“Os motores a combustão destes de veículos não trabalham a todo momento, uma vez que há atuação conjunta com a propulsão elétrica. Deste modo, a temperatura média de exaustão vai estar mais baixa que nos veículos alimentados 100% do tempo por álcool ou gasolina, exigindo uma formulação de catalisador apropriada a esta condição”, afirma Zoca.

Veículos movidos a gás natural (GNV) também necessitam da presença de um catalisador. Os carros com este tipo de motorização precisam de catalisadores mais robustos, uma vez que produzem maiores quantidades de metano e operam com temperaturas de exaustão mais baixas. “Nesses casos, são utilizados catalisadores de três vias com maior carga de metais nobres para garantir a conversão eficiente dos poluentes”, esclarece Zoca.

Como preservar o catalisador automotivo

Os catalisadores são projetados para durar, no mínimo, 80 mil quilômetros para veículos fabricados até 2021 e 160 mil quilômetros para os produzidos a partir de 2022. “Para garantir essa durabilidade, é fundamental seguir as recomendações da montadora, que incluem a revisão periódica dos sistemas de alimentação e de escapamento, além da troca regular do óleo e do filtro de combustível”, ressalta Zoca. “Também é importante que os motoristas utilizem sempre combustíveis, aditivos e fluidos de procedência confiável, para evitar danos ao sistema de exaustão e preservar a eficiência do catalisador”.

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