São Paulo avança para 49º lugar em ranking global de inovação: única cidade brasileira no top 100

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A capital paulista conquistou um marco histórico ao entrar no restrito grupo das 50 cidades mais influentes em ciência e tecnologia do mundo, alcançando a 49ª posição no Índice Global de Inovação (IGI) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O salto de 24 posições – da 73ª para a 49ª – foi impulsionado pela inclusão de um novo indicador: investimentos em venture capital (VC), que mede o apoio a startups de alto potencial de crescimento. A notícia, divulgada na semana passada, reforça o papel de São Paulo como polo de inovação na América Latina.

De acordo com o relatório da OMPI, lançado em 16 de setembro, São Paulo e a Cidade do México são os únicos clusters de inovação da América Latina e Caribe entre os 100 maiores do planeta. O ranking, criado em 2017 e elaborado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), avalia métricas como depósitos de patentes internacionais via Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), publicações científicas e, agora, transações de capital de risco. Nos últimos quatro anos, São Paulo registrou 684 patentes internacionais, 24.349 artigos científicos e impressionantes 1.587 negócios de VC, números que sustentam sua ascensão.

“O avanço reflete o compromisso contínuo de empresas, universidades públicas – como USP e Unicamp – e governos estadual e federal com a inovação”, destaca o artigo original da Agência de Notícias da Indústria, vinculada à CNI. Iniciativas como os fundos do BNDES para saúde e transição energética, em parceria com o setor privado, exemplificam o corporate venture capital estratégico, que prioriza startups alinhadas a demandas globais. No entanto, especialistas alertam para desafios: a necessidade de um ecossistema mais robusto para tecnologias de fronteira, como biotecnologia e novos materiais, que exigem investimentos de longo prazo.

Globalmente, a adição do indicador de VC reshapou o topo da lista. O cluster Shenzhen-Hong Kong-Guangzhou, na China, mantém a liderança, seguido por Tóquio-Yokohama (Japão) e San Jose-São Francisco (EUA). Destaques incluem a ascensão de Londres para o 8º lugar e de Bengaluru (Índia), que saltou da 56ª para a 21ª posição, graças ao boom de investimentos em startups. A China domina com 24 clusters no top 100, seguida pelos EUA (22), Alemanha (7), Índia e Reino Unido (4 cada).

No Brasil, o cenário é promissor, mas desigual. Rio de Janeiro e Porto Alegre figuram abaixo do top 100, o que evidencia a concentração de esforços em São Paulo. “É um desafio criar polos semelhantes em outras capitais”, pondera o texto, citando a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). A veracidade da informação foi confirmada por buscas em fontes independentes, como o site oficial da OMPI e reportagens da CNI, sem discrepâncias. Rankings anteriores, como o Nature Index de 2021 (onde São Paulo subiu para 139º em ciência de alto impacto), mostram uma trajetória ascendente consistente, validando o progresso atual.

Para o ecossistema de inovação brasileiro, essa posição abre portas para mais parcerias internacionais e funding. Como disse o CEO do Banco Fator em entrevista à CNI: “Precisamos de um cenário favorável para startups de tecnologia de ponta, que demandam paciência e capital volumoso”. Com o IGI 2025, São Paulo não só celebra o presente, mas sinaliza um futuro de liderança regional em tech.

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