O Instituto Combustível Legal (ICL) manifesta seu total apoio à Operação Spare, deflagrada pela Receita Federal em parceria com o Ministério Público de São Paulo, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado e a Polícia Militar. A ação, desdobramento da “Operação Carbono Oculto”, representa mais um passo decisivo no enfrentamento a organizações criminosas que, há mais de duas décadas, infiltraram-se no setor de combustíveis, utilizando postos, empreendimentos imobiliários, motéis e franquias como instrumentos para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Os dados revelados pela operação expõem a gravidade do esquema: cerca de 400 postos de combustíveis eram controlados direta ou indiretamente pelo grupo, dos quais 267 ainda ativos movimentaram aproximadamente R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas recolheram apenas 0,1% em tributos no período. Além disso, administradoras de postos ligadas aos alvos movimentaram mais R$ 540 milhões, enquanto 21 CNPJs de uma mesma rede de franquias, 60 motéis em nome de laranjas e 14 empreendimentos imobiliários financiados por SCPs também foram identificados como parte do esquema de lavagem.
“Esse padrão criminoso, sustentado por uma rede de empresas de fachada, compromete não apenas a concorrência leal, mas também as finanças públicas e a credibilidade das cadeias produtivas ligadas ao setor. O ICL vem reiteradamente alertando para a necessidade de medidas firmes e articuladas no combate às fraudes que corroem o mercado de combustíveis. A Operação Spare comprova que é possível avançar, quando há integração”, afirmou Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal. O Instituto ressalta que o combustível fora da lei abastece o crime, ampliando os danos à sociedade e ao mercado formal.







