São Paulo fecha 2025 com 35,3 milhões de veículos e concentra 27,4% da frota nacional

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Estado registra crescimento de 2,9% no ano; predominância de automóveis e idade média elevada da frota reforçam desafios de renovação e eficiência no trânsito

São Paulo fechou 2025 com 35.327.701 veículos em circulação, o equivalente a 27,4% de toda a frota nacional, segundo o Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com base nos dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).

O levantamento mostra que o volume representa uma leve alta de 0,2% em dezembro e um crescimento acumulado de 2,9% ao longo do ano em comparação ao fim de 2024, refletindo a expansão contínua da mobilidade no estado e o aumento da circulação nas vias urbanas e rodovias. 

A composição da frota paulista evidencia a predominância de automóveis, que correspondem a 58,8% do total. Na sequência aparecem motocicletas (16,9%), caminhonetes (6,5%), camionetas (5,2%), motonetas (4,0%), caminhões (2,1%) e outros tipos de veículos (6,5%). Em relação ao tipo de combustível, a maior parte dos veículos é movida exclusivamente a gasolina (41,7%) ou é flex — gasolina e etanol (42,6%). Também compõem a frota veículos a diesel (6,4%), etanol (5,2%), GNV (0,8%), elétricos ou híbridos (0,6%) e outras alternativas (2,9%). 

Para André Turquetto, CEO da Veloe, os números reforçam a relevância de São Paulo para a dinâmica nacional de mobilidade e logística. “Os dados mostram não apenas a dimensão da frota paulista, mas também a complexidade dos desafios relacionados à eficiência, segurança e sustentabilidade no trânsito. O crescimento contínuo exige soluções cada vez mais integradas, que apoiem motoristas, empresas e gestores públicos na tomada de decisões”, afirma. 

Outro ponto de atenção é o perfil etário dos veículos. A idade média da frota paulista é estimada em 17,7 anos. Cerca de 15,7% dos veículos foram fabricados nos últimos cinco anos; 28,7% têm até dez anos; 48,0% até 15 anos; e 62,9% até 20 anos. Por outro lado, 37,1% possuem mais de duas décadas de uso — um indicador que evidencia desafios importantes relacionados à renovação veicular, segurança viária e eficiência energética. 

“Uma frota mais envelhecida impacta diretamente custos operacionais, consumo de combustível e níveis de emissões. Incentivar a modernização e o uso de tecnologias que melhorem a gestão da mobilidade pode contribuir para um trânsito mais seguro e eficiente”, complementa o CEO.

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