Polo de Manaus mira 2,1 milhões de unidades e sinaliza nova era para a mobilidade de duas rodas no Brasil

3 minutos de leitura

A indústria brasileira de duas rodas ingressou em uma de suas fases de maior expansão histórica em 2026. Impulsionado pela forte atividade fabril no Polo Industrial de Manaus e pela busca crescente por mobilidade individual acessível e geração de renda, o setor projeta fechar o ano com a marca de 2,1 milhões de motocicletas produzidas, representativa de um crescimento de 6% em relação ao volume registrado no ano anterior. No acumulado até o terceiro trimestre de 2026, o polo amazonense já ultrapassou a marca de 1,64 milhão de unidades montadas, atingindo o melhor patamar produtivo para o período desde o ciclo de 2008.

O dinamismo do mercado interno continua sendo puxado predominantemente pelos modelos urbanos e de baixa cilindrada, indispensáveis tanto para o transporte cotidiano nas metrópoles quanto para a logística de entregas e prestação de serviços. A categoria Street mantém a liderança isolada nas linhas de montagem, respondendo por mais da metade de todo o volume fabricado no país, seguida pelas categorias Trail e Scooter. Em termos de matriz energética predominante, os motores com tecnologia flex consolidam sua hegemonia, sendo empregados em mais de 60% dos veículos fabricados no país.

Em paralelo ao fortalecimento das opções tradicionais a combustão, a eletrificação ganha tração contínua e entra de forma definitiva no planejamento estratégico das montadoras. Nos primeiros oito meses de 2026, o país registrou mais de 11,5 mil emplacamentos de motocicletas e ciclomotores elétricos. O movimento ganha fôlego impulsionado pelo apelo econômico do baixo custo por quilômetro rodado, o que tem atraído frotistas, operadoras de logística urbana e trabalhadores autônomos.

A consolidação da frota elétrica em larga escala, no entanto, ainda enfrenta desafios estruturais no cenário nacional. Embora o interesse do consumidor e a oferta de novos modelos conectados estejam em expansão, a velocidade dessa transição energética depende diretamente do avanço da infraestrutura de recarga rápida nas cidades, além da redução dos custos de importação de baterias. Com o ritmo acelerado de produção no Polo de Manaus e o reaquecimento das exportações para a América Latina, a indústria de duas rodas caminha para encerrar 2026 como um dos pilares mais sólidos da produção industrial brasileira.

Direto da fonte! Nossos jornalistas e colaboradores estão atentos a todos os conteúdos que envolvem os elos da cadeia da mobilidade terrestre brasileira. Sempre traremos conteúdo acionável para nossos leitores. Tudo sob a ótica dos CNPJs da cadeia. Da fabricação até a manutenção. Desejamos então, boa leitura! E claro, nos deixe saber a sua opinião. Ao final de cada matéria você pode deixar a sua mensagem ou ainda, através dos links das nossas redes sociais e whatsapp.

Deixe um comentário

Seu endere~co de e-mail n"ao serã publicado.

Anterior

Empresas ganham novo prazo para definir regime tributário de 2027 e optar pelo Simples Híbrido

Próximo

Governo acumula R$ 27 bilhões em créditos extraordinários para conter alta dos combustíveis em 2026

Acessar o conteúdo
Visão Geral

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.