Feira do mercado automotivo se destaca pela participação e incentivo às mulheres
Por Nicole Ronzani
O mercado automotivo está mudando, e quem esteve na Rio Parts este ano sentiu isso de perto. Fui convidada pela Suporte Distribuidora para participar das ativações do estande, e foi impossível não perceber o quanto a presença feminina está crescendo, não só como consumidoras mas como profissionais, mecânicas, empreendedoras e comunicadoras.
Como mecânica, sou cliente da Suporte. Como jornalista, vejo que a empresa está acompanhando o ritmo do mercado e entendendo algo essencial: dar visibilidade às mulheres é investir em futuro. São elas que buscam formação, estudam, se especializam e, com isso, acabam se destacando naturalmente em um setor ainda muito masculino.
No comando da Suporte está o Raphael Braga, um empresário visionário que não se limita a crescer sozinho. Ele também criou a Autonegócio, uma consultoria voltada a alavancar resultados de empresas e pessoas do setor automotivo. O olhar dele vai além da prateleira: é sobre relacionamento, estratégia e posicionamento de marca.
O estande ainda contou com a presença da Escola do Mecânico, uma das maiores redes de capacitação profissional do Brasil. A instituição tem unidades em diversos estados e trabalha na formação técnica de novos profissionais, inclusive mulheres que estão chegando com tudo nas oficinas. E quem representou a escola na feira foi a maravilhosa Sandra Nali, um exemplo de força e competência, que falou com propriedade sobre o impacto da educação técnica e o papel da mulher na manutenção automotiva.
Entre os convidados também estava o Ricardo, da Ricar Auto Center, oficina localizada em Bangu, que é referência em atendimento e incentivo às mulheres. Ele defende algo que eu sempre repito: toda mulher precisa aprender o básico sobre o próprio carro. Essa consciência é o primeiro passo para deixar de ser refém e passar a ser protagonista na relação com o veículo e com a oficina.
A Rio Parts mostrou que o setor automotivo pode e deve ser mais diverso, humano e acessível. Ver marcas, escolas e oficinas abrindo espaço para o diálogo e para o conhecimento é o que confirma: as mulheres não estão chegando agora, elas estão conquistando seu lugar todos os dias.







