IQA consolida certificações em biocombustíveis e reforça confiabilidade no setor automotivo

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Auditorias independentes e padrões técnicos elevam segurança, desempenho e sustentabilidade do biodiesel no Brasil

A consolidação dos biocombustíveis como alternativa estratégica para a descarbonização do transporte impõe novos desafios técnicos à indústria automotiva. O avanço das políticas ambientais e o aumento da participação de renováveis na matriz energética exigem níveis rigorosos de controle de qualidade, rastreabilidade e conformidade regulatória, fatores essenciais para garantir desempenho, durabilidade de motores e segurança operacional.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do programa RenovaBio indicam que o uso de biodiesel B100 pode reduzir em até 70% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel fóssil, enquanto a mistura B5 proporciona uma redução média de 3,6%. Desde a implantação dos programas de certificação no País, estima-se que mais de 42 milhões de toneladas de CO₂ deixaram de ser emitidas, reforçando a relevância do biocombustível na agenda ambiental brasileira.

Nesse contexto, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva atua de forma contínua em certificações e auditorias independentes, contribuindo para a confiabilidade da cadeia produtiva de biodiesel destinados ao mercado automotivo. Essa atuação responde a demandas recorrentes de montadoras, sistemistas, operadores de frotas e distribuidores por garantias técnicas que assegurem conformidade com normas nacionais e internacionais, além de previsibilidade no desempenho dos combustíveis.

Um dos principais destaques dessa atuação é o Programa Bio+ de Certificação de Biodiesel, desenvolvido pela ABIOVE e auditado de forma independente pelo IQA. O programa estabelece critérios rigorosos relacionados à sustentabilidade, à rastreabilidade da matéria-prima e à qualidade do produto final. Atualmente, a iniciativa certifica 12 empresas, responsáveis por cerca de três milhões de metros cúbicos de biodiesel anuais — volume que representa cerca de 40% da produção nacional do setor, essencial para a economia verde brasileira.

Para a indústria, a adoção de combustíveis certificados representa maior previsibilidade de desempenho e redução de riscos aos sistemas de injeção e pós-tratamento de emissões.

“As metas globais de redução de emissões têm acelerado mudanças estruturais na matriz energética. A atuação técnica consolidada do IQA assegura que os biocombustíveis atendam aos mais elevados padrões de qualidade, oferecendo confiança para fabricantes e operadores”, afirma Sergio Fabiano, gerente de Expansão e Inovação do IQA.

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