Diesel pode “gelar” antes mesmo do inverno chegar: tecnologia ajuda a evitar paralisações no frio

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Com a chegada das temperaturas mais baixas em diversas regiões do Brasil, cresce a preocupação de transportadoras, produtores rurais e operadores de máquinas pesadas com um problema silencioso que afeta diretamente o desempenho do diesel: a cristalização da parafina em baixas temperaturas. Segundo Gilles Laurent Grimberg, CEO da Actioil, muitos operadores só percebem o problema quando a frota já está parada.

“O diesel começa a sofrer alterações muito antes do congelamento visível. O combustível pode perder fluidez, comprometer a atomização e causar entupimento de filtros mesmo sem sinais aparentes no motor”, explica Grimberg.

O processo começa no chamado Ponto de Névoa (Cloud Point – CP), que pode ocorrer já a +12°C, quando a parafina presente no diesel inicia a formação de microcristais invisíveis. A partir daí, o combustível passa a apresentar turbidez e alterações no comportamento dentro do sistema de injeção.

O cenário se agrava quando o combustível atinge o Ponto de Fluidez (PP) e o Ponto de Entupimento do Filtro a Frio (CFPP). No diesel BS10 sem tratamento, esses limites podem chegar a -6°C, faixa máxima permitida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Abaixo dessa temperatura, os cristais de parafina podem bloquear filtros e interromper completamente o fluxo de combustível.

Para reduzir esse risco operacional, a Actioil desenvolveu os produtos Actiplus Diesel e A550, formulados para atuar diretamente na estrutura dos cristais de parafina, impedindo que eles se aglomerem e causem obstruções no sistema.

Em ensaio realizado pelo laboratório Chronion, referência 2176.26, o diesel BS10 tratado com 700 ppm de Actiplus Diesel apresentou uma mlelhora de até 9°C no CFPP e no Ponto de Fluidez em comparação ao combustível sem aditivo, mantendo melhor comportamento em baixas temperaturas. O laudo também concluiu que o produto atende às especificações da ANP relativas aos ensaios realizados.

Segundo Grimberg, os impactos de uma frota parada por problemas relacionados ao frio podem ser muito maiores do que aparentam. “Quando ocorre entupimento de filtros, perda de fluidez ou dificuldade de partida, o prejuízo vai além do veículo parado. Existem atrasos logísticos, multas contratuais, aumento de consumo, troca prematura de filtros, horas improdutivas de operadores e risco de interrupção de operações agrícolas, mineradoras e de transporte”, afirma.

De acordo com o executivo, em grandes operações, poucas horas de paralisação podem representar perdas operacionais de dezenas ou até centenas de milhares de reais.
Outro diferencial apontado pela empresa é a facilidade de aplicação. Os produtos não exigem adaptações estruturais nos tanques ou sistemas de abastecimento e podem ser utilizados diretamente no tanque de armazenamento, caminhão comboio, equipamento ou durante o abastecimento da frota.

Além da proteção contra problemas relacionados ao frio, os tratamentos também auxiliam na estabilidade do diesel e biodiesel, ajudam no controle da oxidação, dispersão de contaminantes, proteção anticorrosiva e manutenção da limpeza do sistema de injeção — fatores considerados ainda mais importantes no diesel moderno com maior percentual de biodiesel.

Grimberg destaca ainda que a conformidade com as especificações da ANP é essencial para garantir segurança operacional e preservar componentes sensíveis dos motores modernos.

“Produtos desenvolvidos dentro das exigências técnicas ajudam justamente a preservar bombas de alta pressão, injetores, filtros e sistemas Euro V e Euro VI. A conformidade não é apenas regulatória, mas uma proteção para o equipamento e para a confiabilidade da operação”, conclui.

Para mais informações sobre os produtos, acesse Website Actioil 

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