Diesel recua na primeira semana de abril, mas ainda acumula alta na quinzena

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Apesar da queda recente, preços seguem pressionados no consolidado quinzenal; gasolina e etanol também registram alta no período

O preço médio do diesel no Brasil registrou, na primeira semana de abril, a primeira queda desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, deflagrado em 28 de fevereiro. Apesar do recuo recente, o combustível ainda acumula alta no consolidado da quinzena, segundo dados do IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações realizadas nos postos de combustível em todo o país, garantindo uma média precisa.

Na comparação entre a última semana de março e a primeira semana de abril, o diesel comum apresentou queda de 0,53%, passando de R$ 7,61 para R$ 7,57. O movimento interrompe uma sequência de altas observadas desde o fim de fevereiro, período marcado por maior volatilidade no mercado internacional de petróleo. Já o diesel S-10 se manteve praticamente estável, com leve alta de 0,16%, chegando a R$ 7,72.

Apesar desse alívio pontual, o cenário no consolidado da quinzena ainda é de alta relevante. Entre 13 de março e 14 de abril, o diesel comum avançou de R$ 6,52 para R$ 7,56, enquanto o diesel S-10 subiu de R$ 6,57 para R$ 7,71 — refletindo uma pressão acumulada nos preços ao longo do período.

A gasolina também registrou aumento no comparativo quinzenal, passando de R$ 6,50 para R$ 6,92, enquanto o etanol subiu de R$ 4,77 para R$ 4,89. Já no recorte semanal mais recente, ambos os combustíveis apresentaram variações mais moderadas, com alta de 0,17% para a gasolina e 0,12% para o etanol.

De acordo com Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, movimentos de recuo pontuais não necessariamente indicam uma reversão de tendência, especialmente em um cenário de volatilidade.

“Embora a primeira semana de abril tenha trazido um leve alívio nos preços do diesel, o comportamento da quinzena mostra que o combustível ainda acumula uma alta significativa. Esse tipo de oscilação é comum em mercados pressionados, especialmente quando há fatores externos, como tensões geopolíticas, influenciando os custos ao longo da cadeia”, explica o executivo.

Altas regionais

Regionalmente, o Nordeste registrou a maior alta para o diesel comum, com avanço de 17,07%, enquanto o tipo S-10 subiu 17,54%, atingindo R$ 7,84. No Sudeste, região estratégica para o escoamento agrícola, o destaque foi o salto de 18,03% no diesel S-10 (R$ 7,66), e de 16,49% no comum (R$ 7,49). Já o Norte apresentou os preços médios mais elevados do país para ambos os tipos: R$ 7,91 (comum) e R$ 7,99 (S-10). Nas demais regiões, o diesel comum também teve altas expressivas: 16,16% no Sul, 15,22% no Centro-Oeste e 13% no Norte. Quanto à gasolina, o Norte liderou o ranking de preço, com média de R$ 7,37, embora o maior aumento percentual tenha ocorrido no Nordeste: 8,67%.

Nos recortes estaduais, os dados também mostram variações relevantes entre os combustíveis. No caso do diesel, Roraima registrou os maiores preços médios do país, sendo R$ 8,49 para o comum e R$ 8,43 para o S-10, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou os menores valores, R$ 7,11 e R$ 7,22, respectivamente. A Bahia, no entanto, protagonizou as maiores altas percentuais para ambos os tipos, o diesel comum subiu 23,47% chegando a R$ 8,26, o patamar mais alto do Nordeste, já o diesel S-10 indicou aumento de 23,41%. 

No mercado da gasolina, o cenário se repetiu. Roraima seguiu no topo do ranking, com média de R$ 7,98, contrastando com os R$ 6,62 registrados em Goiás e no Rio Grande do Sul, os menores valores do país. Já a maior alta percentual foi registrada na Bahia, onde o combustível encareceu 11,33%.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de 55 transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

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