Tupy inicia planta-piloto e aposta em tecnologia para tornar reciclagem de baterias mais eficiente

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Projeto integra estratégia da Companhia em minerais críticos, economia circular e desenvolvimento da indústria nacional de baterias

A Tupy dá mais um passo rumo à inovação e sustentabilidade contínua. A Companhia anuncia o início das operações da sua planta-piloto para reciclagem de baterias, instalada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo. A unidade recebeu investimentos totais de cerca de R$ 45 milhões, considerando aportes da Tupy e de parceiros estratégicos, e tem capacidade para processar 400 toneladas de baterias por ano, o que representa um volume estimado de quase mil veículos puramente elétricos por ano.

A partir do processo desenvolvido com o Laboratório Larex da Engenharia da USP, a estrutura no IPT, apoiada pela FINEP, tem caráter demonstrativo e experimental, com o objetivo de validar em escala industrial os processos desenvolvidos em laboratório, e conta com doações de baterias de clientes em três principais frentes: empresas do setor de eletrônicos, companhias ligadas à mobilidade elétrica – incluindo fabricantes de baterias e montadoras de veículos – e empresas que atuam com sistemas estacionários de armazenamento de energia. As baterias chegam à planta por meio de um modelo estruturado de logística reversa. A iniciativa representa um marco para a Tupy e para o setor de reciclagem de baterias no Brasil, ao oferecer uma solução mais eficiente e com menor impacto ambiental.

“Estamos construindo uma base tecnológica sólida para a economia circular no Brasil. A planta-piloto é um passo estratégico que reafirma a consolidação da Tupy como referência em soluções sustentáveis e inovadoras para a indústria”, destaca André Ferrarese, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Tupy.

A hidrometalurgia utilizada pela Tupy reduz em até 70% a pegada de carbono dos minerais em comparação com a mineração tradicional e evita a perda de metais leves como o lítio. As avaliações da demanda de energia mostram reduções superiores a 40% em comparação com a pirometalurgia. Essa redução pode chegar a 60% neste novo ciclo de aumento de aumento do TRL. O processo também permite redução no consumo de água, quando comparado a rotas tradicionais de extração mineral.

A iniciativa está alinhada aos princípios da economia circular e contribui para a descarbonização da cadeia produtiva de baterias. Foi projetada para atender tanto o mercado brasileiro quanto o internacional, com flexibilidade para adaptar-se a diferentes tipos de baterias – de veículos elétricos, eletrônicos e sistemas de armazenamento de energia renovável. A modularidade do processo permite escalabilidade e customização conforme a demanda de clientes.

Desdobramentos estratégicos na cadeia de baterias

Inserida nesse contexto, a planta-piloto de reciclagem de baterias também se conecta a outras iniciativas estratégicas da Tupy voltadas à cadeia de valor das baterias e dos minerais críticos. A Companhia integra um projeto estruturante da Embrapii para a produção de células de bateria no Brasil, que reúne 27 empresas e prevê a implantação de uma planta-piloto no SENAI do Paraná, em Curitiba. Atualmente, embora o país já conte com a produção e montagem de veículos elétricos – incluindo ônibus –, 100% das células de bateria ainda são importadas, o que torna o projeto estratégico para o fortalecimento da indústria nacional.

A Tupy também participa do projeto MagBras, que reúne 38 empresas e é voltado ao desenvolvimento de rotas de processamento e reciclagem de terras raras, materiais essenciais para a produção de ímãs utilizados em motores elétricos. A iniciativa amplia a atuação da Companhia no tema de minerais críticos, conectando reciclagem de baterias em fim de vida, reaproveitamento de materiais e qualificação de matérias-primas para aplicações energéticas e industriais.

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